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exemplo de S. Lourenço S. Lourenço, que a Igreja celebra a 10 de Agosto, deixou-nos um grande exemplo de amor aos pobres. Ele era na igreja de Roma o responsável pela coordenação da ajuda aos necessitados. Por isso, toda a gente o conhecia. Quando em 6 de Agosto do ano de 258, o imperador romano mandou matar o papa Sisto II e os fiéis que o acompanhavam numa celebração eucarística nas catacumbras de S. Calisto, ele foi poupado para poder recolher todos os bens da igreja e trazê-los ao imperador. S. Lourenço apressou-se a distribuir todos os bens disponíveis pelos pobres e convidou-os a apresentarem-se com ele às autoridades. Chegados aí, o santo disse ao imperador: "Aqui tem a riqueza da igreja". Claro que isso custou-lhe a vida mas ficou para sempre o seu exemplo de amor aos pobres. Assim como o exemplo de toda a comunidade cristã que contribuía para essa ajuda. Já Tertuliano, que faleceu no ano de 220, escreveu que a solicitude dos cristãos pelos necessitados de qualquer género suscitava a admiração dos pagãos. |
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Não pode ser diferente a nossa preocupação por tantos, mesmo da nossa terra e
eventualmente nossos vizinhos, que vivem numa situação amarga de pobreza imerecida. D.
Carlos Azevedo, presidente do Conselho da Comissão Episcopal da Pastoral Social, convocou
os representantes das Instituições de Solidariedade da Igreja para uma reunião
extraordinária, em ordem a analisar o que se pode e deve fazer durante esta época de
férias, para que os problemas não se agravem demasiado a ponto de ficarem fora de
controle. Isto, disse, até porque "o Governo e a oposição estão distraídos e é
a Igreja que tem de assumir o papel de olhar pelos mais carenciados".
E o referido bispo vai mais longe e diz que "parece que ninguém cuida dos reais
problemas das pessoas e esta vida assim não tem graça. É preciso que aqueles que são
chamados a olhar para as situações que desenvolvam uma crítica frontal, primeiro, de
todo o sistema financeiro que nos levou a esta crise e haja mesmo intervenção e
intervenção forte", defende.
"Acho que a Igreja aqui tem que dar um salto para esse trabalho de rede dos
diferentes intervenientes no terreno que são os Centros Sociais Paroquiais, que
são as Misericórdias, que é a Cáritas, que são os Vicentinos, fundamentalmente, além
de outras instituições religiosas, que precisam de trabalhar em rede para conseguirem
atender o mais possível às enormes carências", acrescenta.
Além da Cáritas, participaram no encontro do Conselho da Pastoral Social a
Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social e a União
das Misericórdias.
Voltando ao exemplo de S. Lourenço e da igreja primitiva, é bom que ninguém esqueça que a caridade para com os que precisam é dever de cada um e não só das instituições.