| No Evangelho deste terceiro Domingo da
Quaresma temos um apelo forte de Jesus à conversão e à necessidade de fazermos boas
obras. Partindo de factos violentos que chocaram as pessoas, como a queda da torre de
Siloé e o morticínio provocado por Pilatos, Jesus disse-lhes: "Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis." E para acentuar a necessidade de todos fazerem o bem e produzirem boas obras, Jesus proferiu a seguinte parábola: |
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"Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não o achou. Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não o encontro. Cortá-a; para que está ela a ocupar inutilmente a terra?
Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume. Se vier a dar fruto, muito bem; se não, então mandarás cortá-la.
A figueira é o símbolo de cada um de nós. Os frutos ausentes são a "falta de arrependimento" e boas obras. O tempo pedido é símbolo do poder da oração e da graça e paciência de Deus para com o seu povo. O corte é símbolo do juízo de Deus e da morte eterna ou condenação de todo aquele que não produz frutos de boas obras. Adubar é trazer mais estimulo para a vida cristã através dos exercícios espirituais, tais como a oração, a meditação na Palavra de Deus, o jejum que exercita e predispõe a melhor cumprirmos e acatarmos o apelo do bem.
Conclusão:
Se não tivermos cuidado, podemos ser postos fora do Reino dos Céus, porque não nos preocupámos em fazer as obras de caridade de que fala o capítulo 25 do Evangelho de S. Mateus. A Quaresma é o tempo oportuno para nos convertermos e sermos cristãos de verdade.
M. V. P.